Um ato realizado em Salvador, na Bahia, durante as mobilizações do Dia Nacional da Luta Antimanicomial, voltou a repercutir nas redes sociais após vídeos mostrarem participantes defendendo o fortalecimento da política de saúde mental comunitária e o fim do modelo de hospitais psiquiátricos de longa permanência. Em um dos registros que circulam na internet, uma manifestante afirma: “As pessoas têm que ter o direito de serem doidas”, frase que gerou intenso debate nas redes.
O movimento da Luta Antimanicomial existe no Brasil desde a década de 1980 e defende que pessoas com transtornos mentais sejam tratadas, sempre que possível, em serviços comunitários, como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), em vez de permanecerem internadas por longos períodos em hospitais psiquiátricos. Os organizadores afirmam que o objetivo é combater violações de direitos e promover atendimento humanizado.
A declaração da manifestante, porém, foi interpretada de maneiras diferentes. Enquanto apoiadores afirmam que a frase simboliza a defesa da dignidade e dos direitos das pessoas com sofrimento psíquico, críticos argumentam que o fechamento de hospitais psiquiátricos pode dificultar o tratamento de pacientes com quadros graves que necessitam de internação especializada. O tema segue dividindo opiniões entre profissionais da saúde, familiares e usuários da rede de saúde mental.



