A situação das mulheres no Afeganistão voltou ao centro das discussões internacionais após novos relatos sobre as restrições impostas pelo regime Talibã. Desde que o grupo retomou o poder em 2021, meninas e mulheres passaram a perder gradualmente direitos básicos, incluindo acesso à educação, trabalho, participação na vida pública e até manifestações em locais públicos.
Segundo reportagens e organizações internacionais, meninas afegãs seguem proibidas de frequentar escolas secundárias e universidades, enquanto milhares de mulheres foram afastadas de empregos públicos e privados. Em diversos casos, ativistas afirmam que mulheres passaram a ser desencorajadas até mesmo de falar ou cantar em público.
Nas redes sociais brasileiras, o tema gerou críticas e ironias envolvendo movimentos feministas e setores da esquerda que, segundo internautas, raramente comentam com a mesma intensidade situações envolvendo países islâmicos ou governos alinhados ideologicamente. Usuários passaram a questionar o silêncio de influenciadoras e ativistas brasileiras diante das restrições impostas às mulheres afegãs.
O debate cresceu após a circulação de vídeos e relatos mostrando o cotidiano feminino sob o regime Talibã. Em alguns casos, mulheres têm recorrido a aulas clandestinas dentro de casas para continuar estudando, enquanto ativistas denunciam perseguições, prisões e repressão contra protestos femininos.



