Movimento de extrema esquerda conhecido por invasões vai educar pessoas.
O anúncio de que o MST passará a alfabetizar pessoas em todo o Nordeste foi apresentado como avanço social, mas a iniciativa não passa sem críticas. Embora a educação seja uma demanda legítima, o protagonismo do movimento reacende o debate sobre o papel de um grupo que, ao longo de sua trajetória, acumulou episódios de radicalização política, ações de extrema esquerda e invasões de propriedades privadas. Esses atos, muitas vezes marcados por confrontos e ilegalidades, colocam em xeque a legitimidade de o MST se apresentar como a gente moral de transformação social, enquanto desrespeita regras básicas do Estado de Direito.
Além disso, ao assumir funções que deveriam ser exercidas diretamente pelo poder público, o movimento reforça uma distorção institucional grave. A alfabetização de adultos não deveria depender da atuação de um grupo político com histórico controverso, mas ser garantida de forma permanente e universal pelo Estado. Quando um movimento conhecido por ocupações forçadas e pressão ideológica passa a ser celebrado como solução para o analfabetismo, o que se evidencia não é apenas a carência educacional no campo, mas também a falência de políticas públicas estruturais e a normalização de práticas que dividem a sociedade e fragilizam a legalidade.







