Wagner Moura afirmou, no episódio “Pátria Submissa”, da série Revelando, que Flávio Bolsonaro estaria prometendo entregar terras raras brasileiras a Donald Trump para tentar vencer a eleição. O conteúdo também traz uma entrevista com o general Santos Cruz, ex-ministro de Jair Bolsonaro, que critica a aproximação apresentada no programa.
A acusação exige provas concretas. Negociar investimentos, exploração ou processamento de minerais com outro país não significa, automaticamente, abrir mão da soberania nacional. Para sustentar a expressão “entregar de bandeja”, é necessário demonstrar quais condições colocariam as riquezas brasileiras sob controle estrangeiro.
Segundo o Estado de Minas, André Marinho elaborou um documento propondo uma parceria entre Brasil e Estados Unidos para minerais estratégicos. O material trazia identificação da campanha de Flávio, mas seu autor negou vínculo oficial com a candidatura.
Esse documento merece esclarecimentos sobre sua origem, seu alcance e as condições propostas. Da mesma forma, Moura precisa sustentar a acusação de que haveria uma entrega das riquezas nacionais em troca de vantagem eleitoral.
O debate sobre o patrimônio brasileiro exige transparência. Uma afirmação dessa gravidade deve ser acompanhada de evidências que permitam ao público distinguir uma negociação econômica de uma concessão prejudicial ao país.
Fonte: Revelando e Estado de Minas.







