A jornalista Miriam Leitão foi presa em dezembro de 1972, aos 19 anos, durante a ditadura militar brasileira. Na época, ela era militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), organização que atuava na clandestinidade.
A prisão ocorreu no Espírito Santo. Miriam foi levada para instalações militares em Vila Velha e permaneceu detida por algumas semanas.
Documentos e relatos sobre o episódio apontam que as acusações contra ela estavam relacionadas à militância política, incluindo atividades de organização do PCdoB, distribuição de material político e atuação junto a estudantes.
Miriam Leitão relata que sofreu tortura durante o período em que esteve sob custódia dos militares. Entre os episódios descritos por ela está o de ter sido colocada nua em uma sala escura com uma cobra, além de agressões físicas e ameaças.
A jornalista respondeu a processo na Justiça Militar, mas acabou absolvida. Não há registro confiável de que Miriam tenha sido condenada ou processada por assalto a banco ou roubo à mão armada.
Também não é correto afirmar que sua absolvição ocorreu graças à Lei da Anistia, promulgada em 1979. O processo envolvendo Miriam foi encerrado com sua absolvição antes da entrada em vigor da lei.
O período foi marcado pela atuação de diferentes organizações de oposição ao regime militar. Algumas aderiram à luta armada e realizaram ações como assaltos a bancos, enquanto outras pessoas atuaram em diferentes formas de militância. No caso de Miriam Leitão, os registros disponíveis confirmam sua militância no PCdoB e sua prisão em 1972, mas não sustentam a afirmação de que ela tenha participado de assaltos a bancos.







