Um migrante egípcio condenado no Reino Unido pelo estupro de uma estudante de 14 anos tenta impedir sua deportação alegando ser bissexual e correr risco de perseguição caso seja enviado ao Egito. O caso ganhou repercussão na imprensa britânica e reacendeu o debate sobre os critérios usados na análise de pedidos de asilo.
O homem foi identificado como Karam Majdi, de 27 anos. Segundo as reportagens, ele chegou ao Reino Unido em 2016 e apresentou-se como um menor sírio desacompanhado, mas uma avaliação linguística posteriormente levantou dúvidas sobre essa versão. As autoridades britânicas sustentam que ele é egípcio.
Majdi foi condenado a sete anos de prisão pelo estupro cometido em 2017 contra uma adolescente que conheceu pelas redes sociais. Durante o julgamento, a acusação afirmou que ele utilizava uma identidade falsa na internet para entrar em contato com meninas menores de idade.
Após cumprir parte da pena, o migrante passou a enfrentar um processo de deportação. Em sua tentativa de permanecer no Reino Unido, declarou ser bissexual e argumentou que poderia sofrer perseguição no Egito. O Ministério do Interior britânico contestou a alegação, afirmando que não foram apresentadas provas suficientes e que registros anteriores mencionavam apenas relacionamentos com mulheres.
O caso ainda está em análise judicial. Portanto, embora a afirmação sobre sua bissexualidade tenha sido apresentada como argumento contra a deportação, a veracidade da alegação e seu impacto no processo ainda dependem de decisão do tribunal.
Fonte: The Sun e GB News.







