Apesar dos avanços tecnológicos das últimas décadas, a produtividade da economia brasileira voltou a patamares semelhantes aos registrados em 1958, segundo estudos recentes citados por economistas. O indicador mede a capacidade de produzir mais riqueza utilizando a mesma quantidade de trabalhadores, máquinas e recursos, sendo considerado um dos principais fatores para o crescimento sustentável da renda e dos salários.
Levantamentos apontam que a produtividade do Brasil caiu cerca de 18,5% desde o pico registrado em 1980. No mesmo período, o crescimento econômico passou a depender mais do aumento da quantidade de trabalhadores do que de ganhos de eficiência. Com o fim do chamado bônus demográfico, especialistas alertam que esse modelo perdeu força e que o país precisará elevar sua produtividade para continuar crescendo.
Entre os principais obstáculos apontados estão a burocracia, a complexidade tributária, a baixa qualificação da mão de obra, os gargalos de infraestrutura, o atraso na adoção de tecnologias e a baixa abertura comercial. O agronegócio aparece como exceção, apresentando ganhos de produtividade impulsionados por investimentos em inovação e maior competitividade internacional.
Economistas afirmam que, sem aumentar a produtividade, o Brasil tende a enfrentar dificuldades para elevar salários, atrair investimentos e recuperar espaço na economia global, mesmo em uma era marcada por avanços tecnológicos e inteligência artificial.







