O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta terça-feira (19) que o Brasil não conseguiu cumprir a meta de inflação em quatro dos últimos seis anos. Na prática, isso significa que os preços subiram mais do que o esperado nesse período, mesmo com os juros altos usados para tentar controlar a economia.
Durante audiência no Senado, Galípolo explicou que, entre 2020 e 2025, apenas nos anos de 2020 e 2023 o Banco Central não precisou dar explicações oficiais pelo estouro da meta. Quando a inflação sai do limite definido pelo governo, o BC precisa justificar publicamente o motivo.
Hoje, a meta central de inflação do Brasil é de 3%, com uma margem de tolerância. Porém, o próprio Banco Central admite que vem tendo dificuldade para manter os preços dentro desse objetivo.
Na prática, isso afeta diretamente a população: alimentos, combustível, aluguel e contas continuam pesando no bolso do brasileiro. Ao mesmo tempo, os juros altos também dificultam financiamentos, empréstimos e o crescimento da economia.
O recado dado por Galípolo foi claro: mesmo com a Selic elevada, a inflação continua resistente, e o histórico recente do Brasil no controle dos preços é considerado ruim.







