O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria participado de pelo menos 113 reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido pelo apelido de “Marcola”, durante o atual mandato. O levantamento foi realizado pela coluna de Cláudio Humberto com base nos registros oficiais da agenda presidencial e inclui encontros realizados no Palácio do Planalto, no Palácio da Alvorada e na Granja do Torto.
Apesar da coincidência no apelido, o “Marcola” citado no caso não é Marcos Willians Herbas Camacho, apontado como líder do PCC. Trata-se de Marco Aurélio Santana Ribeiro, antigo colaborador de Lula e ex-chefe de gabinete da Presidência da República.
O assessor trabalhou durante anos ao lado do petista e deixou a chefia de gabinete em julho para integrar a campanha de reeleição de Lula. Posteriormente, seu afastamento da equipe eleitoral ganhou repercussão após a divulgação de pagamentos feitos pela empresária e lobista Roberta Luchsinger.
Marco Aurélio confirmou ter recebido R$ 249 mil de Roberta, mas afirmou que o valor correspondia a um empréstimo pessoal já quitado por transferência bancária. Segundo ele, a operação foi particular, não teve relação com suas funções no governo e pode ser comprovada por documentos bancários e fiscais.
Roberta Luchsinger é apontada como amiga de Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente conhecido como Lulinha, e aparece em investigações relacionadas ao chamado “Careca do INSS”. Até o momento, a existência dos repasses não comprova, por si só, que Marco Aurélio ou Lula tenham participado de alguma irregularidade.
A repercussão do episódio provocou preocupação entre aliados do governo, especialmente por ocorrer durante o período eleitoral. Lula teria pedido explicações ao antigo assessor sobre a origem, as condições e a quitação do empréstimo.
O número de 113 encontros foi divulgado por uma coluna jornalística com base nas agendas oficiais. Como chefe de gabinete, porém, Marco Aurélio tinha entre suas funções manter contato frequente com o presidente, o que ajuda a explicar a quantidade de reuniões. O principal questionamento político agora envolve sua relação financeira com uma lobista investigada pela Polícia Federal.
Fontes: Diário do Poder, CNN Brasil, Folha de S.Paulo, Veja e Rádio Pampa.







