A admissão de Gleisi Hoffmann de que Lula tinha conhecimento prévio das ligações privadas de Ricardo Lewandowski antes de sua posse expõe mais um episódio de tolerância do governo com relações nebulosas entre o poder público e interesses privados. Mesmo que se alegue legalidade, o recebimento de milhões por um escritório ligado a um futuro ministro levanta dúvidas éticas difíceis de ignorar.
Ao tentar minimizar o caso, afirmando que o presidente sabia apenas de contratos de forma genérica, o governo parece mais preocupado em conter o desgaste político do que em esclarecer os fatos. A escolha de manter a nomeação, apesar dos alertas, reforça a percepção de que a transparência segue em segundo plano.



