Uma visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Favela do Moinho, no centro de São Paulo, gerou forte repercussão após reportagens apontarem que a articulação da agenda ocorreu com apoio de uma associação comunitária ligada a integrantes de uma família investigada por conexões com o PCC.
Segundo documentos divulgados pela imprensa, representantes do governo federal se reuniram com a Associação da Comunidade do Moinho antes da visita presidencial. A entidade é presidida por Alessandra Moja Cunha, irmã de Leonardo Monteiro Moja, conhecido como “Léo do Moinho”, apontado pelo Ministério Público de São Paulo como uma liderança do tráfico na região e ligado ao PCC.
As reportagens também afirmam que o endereço da associação já foi alvo de operação policial que apreendeu cocaína, crack e maconha supostamente destinadas ao tráfico na capital paulista. O Ministério Público sustenta que a Favela do Moinho é uma área historicamente influenciada por integrantes da facção criminosa.
Durante a visita, Lula anunciou medidas relacionadas à realocação das famílias que vivem na comunidade. O governo federal afirmou que o diálogo ocorreu exclusivamente para tratar de questões habitacionais e destacou que conversas com lideranças comunitárias fazem parte das políticas públicas voltadas para moradia e inclusão social.
A repercussão aumentou após parlamentares da oposição afirmarem que a situação levanta questionamentos sobre os interlocutores escolhidos pelo governo para negociar ações dentro da comunidade. Já o Planalto argumenta que não houve qualquer relação com organizações criminosas e que a interlocução foi realizada com representantes indicados pelos próprios moradores.
Apesar das críticas nas redes sociais, não há informação de que Lula tenha recebido autorização direta do PCC para entrar na favela. O que as reportagens relatam é que a visita foi intermediada por uma associação comunitária cuja liderança possui vínculos familiares com pessoas apontadas pelas autoridades como ligadas à facção criminosa.







