O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou o bloqueio de R$ 23,7 bilhões no Orçamento federal de 2026. A medida foi anunciada como parte do esforço para cumprir as metas fiscais após a revisão das projeções de despesas obrigatórias, especialmente com benefícios previdenciários e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). 
Entre os órgãos mais afetados está o Ministério da Defesa, que recebeu o maior bloqueio individual do governo, com cerca de R$ 4,4 bilhões. Também aparecem entre os mais atingidos os ministérios das Cidades, Educação, Transportes, Fazenda e Saúde. 
O bloqueio ocorre após o governo elevar significativamente a contenção de despesas em relação à previsão inicial do ano. Segundo dados oficiais, o valor passou de aproximadamente R$ 1,6 bilhão para R$ 23,7 bilhões, refletindo o aumento das despesas obrigatórias e a necessidade de adequação às regras fiscais vigentes. 
A decisão gerou críticas de opositores, que apontam dificuldades do governo em controlar o crescimento dos gastos públicos. Já a equipe econômica argumenta que a medida demonstra compromisso com a responsabilidade fiscal e busca evitar o descumprimento das metas estabelecidas para as contas públicas. 
O detalhamento dos cortes chamou atenção porque a área de Defesa, que inclui Exército, Marinha e Aeronáutica, aparece como a mais afetada pelo bloqueio. As pastas terão prazo para indicar quais programas e despesas sofrerão os maiores ajustes ao longo dos próximos meses. 



