O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que transmitisse um recado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em defesa do Sistema Único de Saúde brasileiro.
Durante uma agenda no Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro, Lula afirmou que o Brasil, mesmo sem possuir a mesma riqueza dos Estados Unidos, consegue oferecer tratamento médico à população por meio do SUS.
“Tratamento de saúde não é para rico, é para quem está doente”, declarou o presidente. Lula também afirmou que brasileiros pobres podem realizar tratamentos contra o câncer semelhantes ao procedimento de radioterapia que ele próprio concluiu recentemente.
A declaração, porém, provocou críticas nas redes sociais. Um internauta apontou uma suposta contradição entre o discurso do presidente em defesa do sistema público e a escolha de hospitais particulares para seus próprios cuidados médicos.
“Não é, não é mesmo, pois toda vez que Lula precisa, ele vai ao Sírio-Libanês, não vai ao SUS”, escreveu.
A crítica ganhou repercussão porque Lula concluiu, em junho, 15 sessões de radioterapia para tratar uma lesão de câncer de pele no Hospital Sírio-Libanês. O presidente também foi atendido e submetido a outros procedimentos na instituição particular em diferentes ocasiões.
Em dezembro de 2024, por exemplo, Lula foi operado no Sírio-Libanês após apresentar uma hemorragia intracraniana. Em setembro de 2023, o presidente também realizou no hospital uma cirurgia no quadril e uma blefaroplastia.
Apesar das críticas, a fala de Lula teve como objetivo defender o princípio de acesso universal à saúde e criticar a decisão do governo Trump de reduzir o financiamento destinado à OMS. Para os críticos, entretanto, o discurso seria mais convincente caso as principais autoridades políticas também utilizassem regularmente a rede pública que apresentam como exemplo internacional.
Fontes: UOL/Estadão, Folha de S.Paulo, Exame, Metrópoles e Hospital Sírio-Libanês.







