Durante fala em Itajaí, Santa Catarina, Lula se referiu aos catarinenses como racistas ao declarar que o estado não poderia permitir que o racismo prevalecesse e ao associar Santa Catarina a uma suposta “síndrome de grandeza”. “Eu queria dizer para vocês: vocês não podem permitir que o racismo prevaleça em Santa Catarina. Não é possível que a gente aceite que tenha um ser humano que se ache melhor do que outro ser humano”, declarou Lula. O presidente também disse que SC, por ser um estado rico, não poderia se deixar levar por sentimento de superioridade. Em outro trecho, mencionou Hitler ao comparar discursos de superioridade racial ao nazismo, afirmando que o ditador alemão tentou impor essa lógica e “acabou do jeito que acabou”.
A manifestação causou forte reação no estado. Além de acusar Santa Catarina de racismo, Lula ainda afirmou ter orgulho de ser nordestino e disse que fez mais por SC do que qualquer catarinense. “Eu tenho orgulho de ser nordestino, e eu duvido que tenha um catarinense que tenha feito mais por Santa Catarina do que eu fiz”, afirmou. A fala foi vista por críticos como um ataque direto ao povo catarinense. Nas redes sociais, internautas e lideranças da direita acusaram o presidente de transformar uma agenda oficial em palanque político contra Santa Catarina.
A fala também visou o governador Jorginho Mello, em meio ao debate sobre cotas raciais nas universidades estaduais. Para opositores, Lula tentou dar lição de moral ao estado, mas acabou generalizando os catarinenses e criando mais uma crise política no Sul, região onde enfrenta forte rejeição.







