O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirma que recebeu o Brasil em uma situação financeira difícil ao assumir o governo, em janeiro de 2023. Mas os números da dívida pública mostram que o endividamento do país aumentou desde então.
Em dezembro de 2022, no fim do governo anterior, a dívida bruta do governo geral correspondia a 71,7% do Produto Interno Bruto (PIB). Já em agosto de 2026, durante o atual governo Lula, o indicador chegou a 82,9% do PIB, segundo dados do Banco Central.
Na comparação entre os dois períodos, houve um aumento de 11,2 pontos percentuais. Em termos simples, a dívida passou a representar uma parcela maior de tudo o que o Brasil produz em um ano.
O crescimento da dívida não depende de um único fator. Entre os motivos estão os juros, a emissão de títulos para financiar o governo e a diferença entre o ritmo de crescimento da economia e o aumento dos gastos e das obrigações públicas.
Os números, portanto, mostram que a dívida bruta aumentou durante o atual mandato. Isso não significa, por si só, que todos os problemas financeiros começaram neste governo, mas permite comparar a situação de dezembro de 2022 com a registrada em agosto de 2026.
Fontes: Banco Central do Brasil e Folha de S.Paulo.







