O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não utilizará o cargo para proteger seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizar a abertura de um inquérito da Polícia Federal para investigar suspeitas de corrupção e tráfico de influência.
A declaração foi dada durante entrevista ao podcast Inteligência Ltda. Lula afirmou que o filho terá de responder às investigações como qualquer outro cidadão e negou que haja qualquer possibilidade de interferência por parte da Presidência da República.
“Não vou utilizar o meu cargo para proteger. Ele vai vir para cá. Vai ter que provar que é inocente, como eu provei. Mas tem que provar. E, se for culpado, vai pagar o que todo mundo tem que pagar quando erra”, declarou o presidente.
A investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça após pedido da Polícia Federal. Segundo as informações divulgadas, o inquérito busca apurar supostos crimes de corrupção e tráfico de influência relacionados à atuação de Lulinha. A defesa do empresário afirmou que não teve acesso aos autos e classificou a iniciativa como uma “pescaria probatória”, negando qualquer irregularidade.
Durante a entrevista, Lula disse acreditar na inocência do filho, mas ressaltou que ele não receberá tratamento diferenciado. O presidente afirmou que jamais pedirá a qualquer autoridade que deixe de aplicar a lei e que, caso as acusações sejam comprovadas, Lulinha deverá responder pelos seus atos como qualquer cidadão.
O caso ainda está na fase inicial de investigação. Até o momento, não há denúncia apresentada pelo Ministério Público nem julgamento sobre os fatos. A apuração da Polícia Federal seguirá para esclarecer se houve ou não a prática dos crimes investigados.
Fontes: Folha de S.Paulo; UOL; Poder360; Gazeta do Povo.







