O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (20) a criação do Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência contra a Mulher. A nova lei irá reunir, em um único banco de dados nacional, informações de criminosos condenados definitivamente pela Justiça por crimes como feminicídio, violência doméstica, perseguição (stalking) e violência psicológica.
O cadastro contará com nome completo, CPF, filiação, fotos, impressões digitais e histórico criminal dos condenados. Segundo o governo, a medida tem como objetivo fortalecer o combate à violência contra a mulher e facilitar o compartilhamento de informações entre os estados.
A decisão repercutiu nas redes sociais após internautas relembrarem o caso envolvendo Luís Cláudio Lula da Silva, filho do presidente, e sua ex-companheira, a médica Natália Schincariol. O caso, no entanto, segue em fase de investigação pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, sem condenação definitiva até o momento.
A criação do cadastro dividiu opiniões na internet. Enquanto apoiadores afirmam que a medida representa um avanço na proteção das mulheres, críticos questionam a repercussão do tema diante de investigações envolvendo pessoas próximas ao presidente.







