O Orçamento de 2026 recebeu 7.453 emendas parlamentares, que somam R$ 255,5 bilhões em recursos públicos. O valor chama atenção por ser muito superior ao montante que, durante o governo Bolsonaro, foi duramente criticado e ficou conhecido como “orçamento secreto”.
Na gestão anterior, as chamadas emendas de relator chegaram a movimentar cerca de R$ 16 bilhões a R$ 19 bilhões por ano. Agora, sob nova roupagem e com outro discurso político, o mesmo mecanismo reaparece com um valor mais de 12 vezes maior, levantando questionamentos sobre coerência e transparência.
Apesar de terem sido alvo de críticas constantes no passado, as emendas do relator seguem sendo usadas como instrumento central de negociação política no Congresso, concentrando grande poder nas mãos de poucos parlamentares e abrindo espaço para disputas sobre critérios de distribuição dos recursos.
Parlamentares e especialistas alertam que, mesmo com mudanças no nome e no discurso, o modelo continua gerando dúvidas sobre fiscalização, prioridade dos gastos e uso político do orçamento público.
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O que antes era chamado de “orçamento secreto” virou apenas um novo rótulo para o mesmo sistema, agora muito mais caro para o contribuinte?







