A Justiça de São Paulo revogou as medidas cautelares impostas a Karen de Moura Tanaka Mori, de 37 anos, conhecida como “Japa do PCC”. Com a decisão, ela deixa de cumprir prisão domiciliar e também não precisará mais usar tornozeleira eletrônica.
Karen é apontada pelas autoridades como uma das principais operadoras financeiras da facção criminosa PCC. Segundo a Polícia Civil, ela é investigada por suspeita de lavar milhões de reais provenientes do tráfico de drogas por meio de empresas de fachada na Baixada Santista e na capital paulista.
A decisão foi tomada pela juíza Paula Regina Schempf Cattan, que entendeu que manter as restrições enquanto a investigação ainda não foi concluída poderia representar uma punição antecipada. Como condição para a retirada da tornozeleira, Karen deverá entregar seu passaporte à Polícia Federal no prazo de cinco dias.
Ela foi presa em fevereiro de 2024, suspeita de assumir parte dos negócios de seu marido, apontado como um líder da facção que morreu durante uma disputa interna em 2018. Na época da prisão, a polícia informou ter encontrado veículos de luxo, mais de R$ 1 milhão e cerca de US$ 50 mil em dinheiro vivo na residência da investigada. Posteriormente, ela passou a cumprir prisão domiciliar por ter um filho de 12 anos.
A decisão repercutiu nas redes sociais. Alguns internautas criticaram a revogação das medidas cautelares. Um dos comentários mais compartilhados dizia:
“Só vai preso se passar batom na estátua.”
A frase faz referência a críticas feitas por usuários nas redes sociais sobre o tratamento dado a diferentes casos pela Justiça brasileira.







