O juiz federal Eduardo Fernando Appio, conhecido por ter atuado na 13ª Vara Federal de Curitiba — onde processos remanescentes da Operação Lava‑Jato tramitavam — e cujos registros de doações eleitorais indicaram contribuições a campanhas petistas em 2022, está agora no centro de um caso que pode custar sua carreira no Judiciário.
Suspeita de furto em supermercado
Câmeras de segurança mostraram o juiz federal sendo flagrado supostamente tentando furtar garrafas de champanhe, avaliadas em cerca de R$ 399 cada uma. Segundo as imagens, ele teria colocado a bebida dentro de uma sacola e caminhado em direção à saída do estabelecimento antes de ser abordado por seguranças.
O episódio levou à instauração de um procedimento administrativo disciplinar pelo Tribunal Regional Federal, e Appio foi afastado de suas funções enquanto a investigação interna é conduzida.
Negativas e defesa
Procurado, Eduardo Appio nega as acusações e classifica o caso como um “mal‑entendido”. Ele alega que sempre pagou todas as suas compras e que os vídeos foram manipulados ou interpretados de forma equivocada. A defesa afirmou que esclarecerá o episódio no âmbito dos autos do procedimento disciplinar.
Trajetória polêmica no Judiciário
Appio ganhou notoriedade nacional ao assumir a 13ª Vara Federal de Curitiba em 2023, substituindo o então juiz Sergio Moro, e rapidamente se tornou figura controversa ao questionar métodos da Lava‑Jato e revisitar decisões relacionadas à operação.
Em sua trajetória, registros oficiais mostraram que Appio constava como doador de R$ 13 para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva em 2022, número simbólico ligado à chapa do atual presidente, além de R$ 40 a outra candidata do PT — embora o juiz conteste que tenha efetivamente feito essas doações e negue comprometimento partidário.
Essas doações e suas opiniões críticas sobre a Lava‑Jato geraram críticas de figuras políticas, que chegaram a questionar sua imparcialidade.
Futuro incerto
O novo episódio envolvendo a suspeita de furto complica ainda mais a carreira do magistrado. Juízes federais são obrigados à conduta irrepreensível na vida pública e privada, e a apuração interna pode resultar em sanções que vão desde advertência até aposentadoria compulsória ou perda do cargo, dependendo do desfecho do processo disciplinar.
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