A Justiça do Distrito Federal arquivou uma ação movida contra a deputada federal Erika Hilton após uma publicação em que críticos foram chamados de “imbeCIS”, termo usado pela parlamentar em meio a debates sobre sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara. 
A ação havia sido apresentada pela ONG Mátria, que pedia indenização de R$ 500 mil por danos morais coletivos. No entanto, o juiz Giordano Costa, da 4ª Vara Cível de Brasília, entendeu que a fala estava inserida no contexto de debate político e protegida pela liberdade de expressão e pela imunidade parlamentar. 
Na decisão, o magistrado afirmou que a ação apresentava “nítido viés de perseguição política” e que tentava transformar o Judiciário em árbitro de disputas ideológicas. Segundo ele, divergências políticas e críticas públicas fazem parte do ambiente democrático e não configuram automaticamente dano coletivo. 
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e reacendeu discussões sobre os limites da liberdade de expressão no debate político brasileiro. Enquanto apoiadores da deputada defenderam a decisão como proteção à livre manifestação parlamentar, críticos questionaram o tom utilizado por representantes públicos durante discussões ideológicas. 







