A jornalista Barbara Gancia foi absolvida no processo em que havia sido condenada, em primeira instância, pelo crime de injúria contra Laura Bolsonaro, filha do ex-presidente Jair Bolsonaro e de Michelle Bolsonaro.
O caso teve início após uma publicação feita pela jornalista nas redes sociais, em 2022. Na ocasião, Laura tinha apenas 12 anos. Ao criticar uma declaração de Jair Bolsonaro envolvendo adolescentes venezuelanas, Gancia escreveu que, para um apoiador do então presidente, quando a filha dele se arrumava, “parecia uma p*ta”.
Em dezembro de 2025, a jornalista foi condenada em primeira instância a três meses e 30 dias de detenção. A pena havia sido substituída por multa de dez salários mínimos. A decisão também determinava o pagamento de uma indenização de R$ 10 mil.
Entretanto, a defesa recorreu, e a 5ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu absolver Barbara Gancia. O relator do processo, desembargador Pinheiro Franco, entendeu que não existiam elementos suficientes para comprovar que a jornalista teve a intenção específica de ofender a honra de Laura Bolsonaro.
A absolvição ainda pode ser contestada por meio de recurso. Portanto, o processo pode não ter chegado ao seu encerramento definitivo.
Nas redes sociais, a decisão gerou indignação entre apoiadores da família Bolsonaro. O principal questionamento é sobre o tratamento dado ao caso por movimentos feministas e por setores que defendem punições mais rigorosas para ataques dirigidos às mulheres.
Para os críticos, existe uma evidente contradição quando discursos de proteção feminina deixam de ser aplicados a uma menina por causa da posição política de seus país. Eles afirmam que Laura, além de mulher, era uma criança quando foi mencionada de maneira ofensiva em uma disputa política da qual não participava.
O episódio também reacendeu o debate sobre os limites da liberdade de expressão. Embora críticas contra políticos façam parte do ambiente democrático, opositores argumentam que filhos menores de idade não deveriam ser transformados em alvo de ataques ou utilizados como instrumento para atingir seus familiares.
Fontes:
Folha de S.Paulo (Folha de S.Paulo)
Jornal de Brasília (jornaldebrasilia.com.br)







