A Polícia Federal afirma ter identificado mensagens que apontam que o senador Jaques Wagner (PT-BA) articulou um encontro reservado entre o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o empresário Augusto Lima, que à época era sócio do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Segundo a investigação, o encontro teria ocorrido no gabinete de Wagner e foi tratado de forma “discreta” pelos envolvidos.
De acordo com a representação apresentada pela PF ao Supremo Tribunal Federal (STF), a reunião faz parte do conjunto de elementos analisados na Operação Compliance Zero, que investiga supostos crimes financeiros, corrupção e possível tráfico de influência envolvendo pessoas ligadas ao Banco Master. Os investigadores apontam que Jaques Wagner teria atuado como interlocutor relevante junto ao grupo empresarial investigado.
Jorge Messias, que chegou a ser cotado e defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para uma vaga no STF, negou qualquer irregularidade. Em nota, a Advocacia-Geral da União afirmou que o ministro jamais participou de reunião com Daniel Vorcaro e que qualquer encontro institucional ocorreu dentro da legalidade e sem tratar de assuntos ilícitos.
A defesa de Jaques Wagner também nega as acusações e afirma que o senador não recebeu vantagens indevidas nem atuou em favor do Banco Master. O parlamentar sustenta que sua relação com Daniel Vorcaro é “praticamente zero” e que os fatos serão esclarecidos ao longo da investigação.
Até o momento, nenhum dos citados foi condenado. O caso segue sob investigação da Polícia Federal e será analisado pelas autoridades competentes.
Fonte: Veja, CNN Brasil e UOL.







