O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), anunciou neste domingo (25) que pedirá a prisão do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), por uma suposta redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
A declaração ocorre em meio a uma série de denúncias feitas pelo Partido dos Trabalhadores (PT) sobre dificuldades de transporte público em cidades brasileiras, especialmente São Paulo e Salvador, na Bahia.
Segundo Boulos, a Prefeitura de São Paulo estaria descumprindo uma determinação da Justiça Eleitoral que exige a circulação de 100% da frota operacional de ônibus, com frequência equivalente à dos dias úteis.
“Vamos pedir a prisão de Ricardo Nunes e do secretário municipal de Transportes ao TRE-SP. Já há o precedente de Salvador. Não vão impedir o povo de votar com golpe baixo!”, declarou o ministro nas redes sociais.
De acordo com representantes do PT, apenas 60% da frota prevista estaria circulando na capital paulista, situação que, segundo o partido, prejudicaria o deslocamento dos eleitores até os locais de votação.
Além do prefeito, os pedidos anunciados envolvem o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Jorge Caldeira, e o presidente da SPTrans, Victor Hugo Borges.
No sábado (24), a Justiça Eleitoral já havia determinado que a Prefeitura de São Paulo disponibilizasse integralmente sua frota operacional neste domingo, estabelecendo multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento injustificado.
A polêmica também se estendeu a Salvador, onde integrantes do PT solicitaram medidas judiciais contra a administração do prefeito Bruno Reis (União Brasil), após denúncias de ônibus retidos em garagens.
Ricardo Nunes, entretanto, negou que estivesse faltando transporte público em São Paulo e acusou adversários políticos de explorar a situação eleitoralmente.
A SPTrans também se manifestou, afirmando que recebeu a determinação judicial com menos de 12 horas de antecedência em relação ao início da operação e que as empresas enfrentaram dificuldades para reorganizar as escalas de motoristas e cobradores.
Enquanto o PT argumenta que a redução da frota pode comprometer o direito ao voto, a administração municipal sustenta que a demanda pelo transporte está sendo atendida.
A discussão acontece em um momento decisivo da disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), quando milhões de brasileiros comparecem às urnas para escolher o próximo presidente da República.
Apesar das especulações políticas sobre uma possível derrota eleitoral do PT, não há comprovação de que as denúncias envolvendo o transporte público tenham sido motivadas por uma previsão de resultado desfavorável ao partido.
Fontes: Metrópoles, Folha de S.Paulo, UOL, CNN Brasil e Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP).







