A Polícia Civil de Goiás deflagrou, em maio, a sexta fase da Operação Destroyer – “Pirâmide Vermelha”, que teve como alvo um núcleo financeiro ligado ao Comando Vermelho (CV) com atuação em Goiânia e Caldas Novas. Segundo as investigações, foram cumpridos mandados de prisão e de busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 103 milhões em bens e valores atribuídos aos investigados e a empresas de fachada. As autoridades afirmam que o grupo movimentou ao menos R$ 205 milhões provenientes do tráfico de drogas entre junho de 2024 e janeiro de 2026.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema utilizava empresas supostamente fictícias para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas, buscando ocultar a origem dos recursos e financiar a expansão da organização criminosa.
Nas redes sociais, a operação foi relacionada por alguns usuários à recente política dos Estados Unidos de ampliar a pressão contra organizações criminosas transnacionais e tratar facções latino-americanas como ameaças à segurança regional. A expressão “Já agradeceu a Trump hoje?” passou a circular em publicações que associam o endurecimento do discurso americano ao aumento da cooperação internacional e do foco sobre grupos criminosos. No entanto, a operação em Goiás foi conduzida por autoridades brasileiras e decorreu de investigações próprias da Polícia Civil do Estado de Goiás.
O caso reacendeu o debate sobre a atuação de facções criminosas no país, seus mecanismos de lavagem de dinheiro e a importância de ações que busquem atingir a capacidade financeira das organizações, considerada pelas autoridades um dos principais instrumentos de enfraquecimento do crime organizado.



