O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto de dois funcionários do Departamento de Estado dos Estados Unidos que pretendiam visitar o Brasil. Segundo o governo brasileiro, a viagem teria como objetivo realizar contatos sobre temas eleitorais e liberdade de expressão, mas a avaliação das autoridades foi de que a missão poderia ser utilizada politicamente para questionar a credibilidade do sistema eleitoral brasileiro.
Os vistos foram solicitados para Riley Barnes e Samuel Samson, integrantes do Departamento de Estado dos EUA. De acordo com o Itamaraty, eles não se enquadravam no perfil tradicional de observadores internacionais convidados a acompanhar eleições, motivo pelo qual a entrada no país foi negada. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que foi procurado pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar da visita, mas não recebeu informações sobre a pauta pretendida.
Após a decisão, o Departamento de Estado norte-americano afirmou que a visita fazia parte de uma agenda de rotina para discutir temas como integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão, negando que houvesse qualquer intenção de interferir nas eleições brasileiras.
O episódio repercutiu nas redes sociais e dividiu opiniões. Entre os comentários compartilhados, um internauta escreveu: “Deixe eles virem no amor, Lula, ou virão como fizeram com Maduro.” A frase representa a opinião de usuários nas redes sociais e não uma informação factual sobre os acontecimentos.







