Nando Voyage, um brasileiro radicado na China que se tornou conhecido nas redes sociais por documentar o cotidiano e os bastidores do país sob o regime comunista, relata estar recebendo ameaças após divulgar conteúdos que criticam a realidade chinesa.
Apesar da intimidação, Nando garante que não recuará. Ele afirma que continuará expondo o que classifica como “a realidade da China”, contrastando com a visão de influenciadores e ativistas de esquerda que pintam o país como um modelo de modernidade, segurança, tecnologia e prosperidade.
Este episódio ocorre em um momento sensível, marcado pela revelação de dados sobre a “Plataforma de Controle Dinâmico para Estrangeiros”. Este sistema, atribuído ao governo chinês, seria capaz de monitorar jornalistas, estudantes, pesquisadores e cidadãos estrangeiros considerados “sensíveis” por Pequim. Documentos divulgados pela imprensa internacional indicam que o sistema emprega reconhecimento facial, rastreamento digital e coleta massiva de dados, intensificando a preocupação com a vigilância do Partido Comunista Chinês sobre sua população e estrangeiros.
Casos como o de Nando ganham destaque nesse cenário, pois enquanto vídeos que enaltecem a China viralizam, conteúdos críticos sobre censura, vigilância e repressão frequentemente sofrem censura, ataques e intimidação. Nas redes, cresce a percepção de que parte dos influenciadores estrangeiros na China atua como um instrumento de soft power digital, alinhado aos interesses de Pequim. Nando Voyage, ao expor o que o poder comunista busca ocultar, pode ter cruzado uma linha perigosa no regime de Xi Jinping.







