O iFood passou a permitir que clientes parcelem pedidos de restaurantes em até seis vezes no cartão de crédito, com juros. Em pouco tempo, a modalidade ultrapassou 1,3 milhão de pedidos. O dado levanta um debate importante: a ferramenta atende apenas à conveniência do consumidor ou reflete a perda do poder de compra de parte da população?
Quando uma família precisa financiar o jantar de sexta-feira, muitos enxergam um sinal de que o orçamento já não comporta despesas básicas como antes. Em paralelo, alimentos como carne bovina e café registraram fortes altas de preço nos últimos anos, pressionando o bolso do consumidor.
Para críticos do governo, o parcelamento da comida simboliza uma deterioração do poder de compra e contrasta com promessas de melhora das condições de vida feitas durante a campanha eleitoral. Já defensores argumentam que o parcelamento é mais uma opção de pagamento, semelhante ao que ocorre em diversos outros setores do comércio.
Independentemente da interpretação política, a discussão expõe uma preocupação real: quando despesas do dia a dia passam a depender de crédito, cresce o risco de endividamento das famílias e de comprometimento da renda futura.







