Um homem diagnosticado com osteogênese imperfeita, doença rara popularmente conhecida como “ossos de vidro”, afirmou ter tido um benefício negado pelo INSS mesmo após relatar um histórico de mais de 100 fraturas ao longo da vida.
Segundo o paciente, a decisão foi baseada em um laudo que teria classificado sua condição como leve e temporária. O caso gerou indignação nas redes sociais, com internautas questionando os critérios adotados nas perícias e se uma pessoa com um histórico tão extenso de fraturas deveria ser considerada apta ao trabalho sem restrições.
A osteogênese imperfeita é uma doença genética que afeta a produção de colágeno e torna os ossos mais frágeis, aumentando a predisposição a fraturas. A gravidade da condição pode variar de um paciente para outro, existindo formas mais leves e outras bastante incapacitantes.
Críticos do sistema previdenciário afirmam que casos envolvendo doenças raras frequentemente expõem dificuldades enfrentadas por pacientes na obtenção de benefícios e na comprovação de limitações funcionais. Por outro lado, o INSS realiza suas análises com base em perícias médicas individuais e prevê mecanismos de recurso administrativo e judicial para contestação das decisões.
O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de aperfeiçoar os critérios de avaliação em casos de doenças raras e sobre o desafio de conciliar critérios técnicos com a realidade vivida por pacientes que convivem diariamente com condições crônicas e potencialmente incapacitantes.







