A deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) voltou a defender o combate à violência contra a mulher durante a discussão de um projeto sobre misoginia. Em vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar afirmou que o tema não deveria ser tratado como disputa política e declarou considerar “inconcebível” que alguém seja contra proteger as mulheres e enfrentar os criminosos responsáveis por esses crimes.
A fala, no entanto, provocou uma onda de críticas nas redes sociais. Internautas passaram a relembrar que, em 2025, a deputada votou contra o PL 1.112/2023, projeto que previa que condenados por crimes hediondos, como estupro, latrocínio e feminicídio, só pudessem progredir do regime fechado para o semiaberto após cumprirem 80% da pena.
Na prática, a proposta tornava mais rígida a progressão de regime, obrigando esses condenados a permanecerem por mais tempo no regime fechado antes de terem direito à mudança para um regime menos severo, desde que cumpridos os demais requisitos legais. Como Tábata Amaral votou contra esse projeto, as regras atuais de progressão permaneceram em vigor.
A lembrança desse voto levou diversos usuários das redes sociais a apontarem uma suposta incoerência entre o discurso atual da deputada, de defesa do enfrentamento aos criminosos que praticam violência contra as mulheres, e seu posicionamento contrário ao projeto que endurecia a progressão de regime para condenados por crimes hediondos.
A repercussão reacendeu o debate sobre o histórico de votações de parlamentares na área da segurança pública e sobre a coerência entre discursos políticos e posicionamentos adotados durante as votações no Congresso Nacional.
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