O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste domingo (16), durante ato de campanha à reeleição em São Bernardo do Campo (SP), que pretende ampliar a atuação do governo federal na área da segurança pública e voltou a defender mudanças para enfrentar a criminalidade no país.
Durante o discurso, Lula falou em “libertar o povo” e defendeu maior participação da União no combate ao crime, em parceria com estados e municípios. Entre as propostas mencionadas está a criação de um Ministério da Segurança Pública, condicionada à aprovação de uma mudança constitucional que amplie as atribuições federais no setor.
A declaração ocorre enquanto Lula busca um novo mandato na Presidência. O petista governou o Brasil entre 2003 e 2010 e retornou ao Palácio do Planalto em 2023. Considerando também o período do atual mandato, Lula acumula quase 12 anos efetivamente na Presidência — e não quase 20 anos.
Por isso, embora a expressão “há quase 20 anos no poder” possa ser utilizada politicamente para fazer referência ao período transcorrido desde a chegada de Lula à Presidência, em 2003, ela não corresponde ao tempo em que ele efetivamente governou o país. Entre 2011 e 2022, Lula não ocupou a Presidência.
Na área da segurança, Lula argumenta que o governo federal precisa ter instrumentos para atuar de maneira mais integrada com governadores e prefeitos. A proposta de um ministério específico dependeria, segundo ele, da aprovação das mudanças necessárias no Congresso Nacional.
A promessa passa a integrar o discurso eleitoral do presidente em sua tentativa de conquistar mais um mandato, com a segurança pública ocupando espaço de destaque na campanha presidencial de 2026.







