A investigação sobre a morte da bebê Helena, de 10 meses, em Fortaleza (CE), teve uma reviravolta após a divulgação dos laudos da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). Os exames concluíram que a criança morreu por asfixia mecânica indireta e descartaram a ocorrência de violência sexual.
Segundo a Pefoce, os laudos cadavéricos, laboratoriais e o exame sexológico não encontraram indícios de abuso sexual. O órgão informou que não foi identificado sêmen nem material genético dos dois homens presos em flagrante no corpo da criança. Além disso, exames toxicológicos e de alcoolemia também não detectaram álcool ou outras drogas.
Inicialmente, os dois homens, de 22 e 26 anos, haviam sido presos com base em um protocolo elaborado pelo hospital particular onde a bebê foi atendida. O documento registrava a existência de uma suposta laceração anal após o óbito e apontava suspeita de asfixia associada a possível violência sexual.
Com a conclusão das perícias da Pefoce e o avanço das investigações conduzidas pela Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa), a hipótese de estupro foi descartada. O caso passou a ser investigado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte da criança e definir a responsabilidade dos envolvidos com base nas novas evidências periciais.







