O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará de pelo menos R$ 7,2 bilhões adicionais para cumprir parte das promessas feitas durante a campanha eleitoral de 2026 na área da educação. Segundo levantamento publicado pela Folha de S.Paulo neste domingo (1º), o valor considera apenas a ampliação de programas de bolsas estudantis, em um cenário de restrições orçamentárias e pressão por equilíbrio das contas públicas.
Entre as principais propostas está a ampliação do Pé-de-Meia para todos os estudantes do ensino médio público, medida que exigiria aproximadamente R$ 5 bilhões extras por ano, elevando o custo do programa para R$ 17 bilhões anuais. Já o Pé-de-Meia Universitário, outra promessa de Lula, teria custo inicial estimado em R$ 4,6 bilhões, parte do qual poderá ser coberta por programas já existentes.
A conta ainda poderá aumentar, já que outras promessas não possuem custos definidos, como a expansão dos institutos federais, a retomada do Ciência sem Fronteiras e a universalização do ensino em tempo integral. O projeto de Orçamento do Ministério da Educação para 2027 prevê R$ 246 bilhões, mas ainda depende da aprovação do Congresso Nacional.
Os recursos para financiar as novas despesas poderão vir da arrecadação de impostos, de remanejamentos orçamentários ou de outras fontes públicas. Entretanto, não há anúncio de aumento de tributos especificamente para custear essas promessas. O Ministério da Fazenda afirma que eventuais ajustes respeitarão as regras fiscais, enquanto economistas alertam para a necessidade de avaliar os resultados dos programas e evitar o crescimento de despesas sem planejamento financeiro.
Fontes: Folha de S.Paulo (01/11/2026) e Agência Brasil (13/10/2026).







