O governo Lula decidiu recuar da medida que pretendia notificar pessoas que estivessem usando celulares roubados ou furtados. A proposta previa o envio de mensagens para usuários identificados com aparelhos irregulares, exigindo a devolução em delegacias sob risco de investigação por receptação.
Segundo o governo, a suspensão aconteceu para evitar que cidadãos que compraram aparelhos sem saber da origem ilegal fossem prejudicados. No entanto, a decisão gerou críticas nas redes sociais e entre especialistas em segurança pública.
Críticos afirmam que o recuo acaba enfraquecendo o combate ao mercado ilegal de celulares roubados, considerado um dos principais combustíveis para furtos e assaltos nas grandes cidades. A avaliação é de que, enquanto houver facilidade para revender aparelhos sem grandes consequências, criminosos continuarão sendo incentivados a praticar roubos.
Nas redes sociais, internautas ironizaram a situação dizendo que o governo estaria “facilitando a vida do criminoso que rouba celular para tomar uma cervejinha”, em referência à ideia de que muitos assaltos rápidos acabam sendo cometidos para levantar dinheiro imediato.
O debate também reacendeu críticas sobre a sensação de impunidade no país. Para opositores do governo, medidas mais rígidas contra receptação seriam essenciais para reduzir os roubos de celulares, já que o problema não estaria apenas no criminoso que rouba, mas também em quem compra aparelhos de origem duvidosa.
Por outro lado, defensores do governo afirmam que a medida precisava ser revista para evitar injustiças contra consumidores de boa-fé e defendem que o foco deve continuar sendo os criminosos e quadrilhas especializadas em roubo e revenda ilegal de aparelhos.







