O Fantástico, uma das principais vitrines jornalísticas e comerciais da TV Globo, atravessa um período preocupante nos índices de audiência. Pela oitava semana consecutiva, a revista eletrônica não conseguiu ocupar a liderança geral em sua faixa de exibição na Grande São Paulo, sendo novamente superada pelo conjunto de plataformas de streaming.
Na edição exibida no domingo, 26 de julho, entre 20h32 e 23h36, o programa apresentado por Maju Coutinho e Poliana Abritta registrou aproximadamente 14,2 pontos de média, com pico pouco superior a 16 pontos. O resultado igualou a pior marca alcançada pela atração em 2026.
Durante o mesmo período, os serviços de streaming e de vídeo sob demanda somaram cerca de 16,5 pontos, consolidando uma vantagem significativa sobre o tradicional programa dominical. Os números consideram o consumo agregado de plataformas por meio dos televisores conectados.
O Fantástico não lidera sua faixa horária desde 31 de maio. Na ocasião, a edição recebeu uma audiência elevada da programação anterior e conseguiu alcançar média próxima de 18,7 pontos. Desde então, o programa acumula oito domingos consecutivos atrás do streaming.
Julho também terminou como o pior mês do Fantástico em 2026. A atração fechou o período com média aproximada de 14,7 pontos, abaixo dos 15,6 registrados em fevereiro, que até então representavam seu desempenho mensal mais fraco no ano.
Os dados indicam uma mudança cada vez mais evidente no comportamento do público. Durante décadas, o Fantástico foi considerado praticamente imbatível nas noites de domingo. Agora, enfrenta a concorrência não apenas de outras emissoras, mas de serviços que permitem ao telespectador escolher livremente filmes, séries, vídeos e transmissões pela internet.
Mesmo com sua estrutura de grandes reportagens, entrevistas exclusivas, entretenimento e forte divulgação dentro da programação da Globo, o programa tem encontrado dificuldades para recuperar o público perdido. A sequência negativa amplia o alerta dentro da emissora e mostra que nem mesmo uma das marcas mais tradicionais e valorizadas da televisão brasileira está imune ao crescimento acelerado do streaming.
Fontes: TV Pop, NaTelinha, iG Gente, Revista Oeste e Kantar Ibope Media.







