Uma fotografia registrada durante uma visita do presidente Lula à Favela do Moinho, em São Paulo, voltou a repercutir após o governador Tarcísio de Freitas mencionar o episódio durante debate com Fernando Haddad.
Tarcísio afirmou que Haddad havia dividido um palco na comunidade com uma mulher posteriormente presa sob suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas.
A mulher citada é Alessandra Moja, então presidente da associação de moradores da Favela do Moinho e irmã de Leonardo Monteiro Moja, conhecido como Léo do Moinho, apontado pelas autoridades como liderança do tráfico na região.
Alessandra foi presa em setembro de 2025 durante uma operação contra uma organização suspeita de atuar no tráfico de drogas e na extorsão de moradores. Segundo as investigações das autoridades paulistas, integrantes do grupo estariam envolvidos na estrutura criminosa existente na comunidade.
Meses antes da prisão, em junho de 2025, Alessandra participou de um evento público na Favela do Moinho que contou com a presença de Lula, Haddad e outras autoridades. Registros daquele encontro mostram Alessandra no mesmo evento que integrantes do governo e representantes da comunidade.
Durante o debate, Tarcísio utilizou o episódio para atacar Haddad. O petista respondeu afirmando que não sabia das suspeitas envolvendo a mulher e questionou por que ela não havia sido presa anteriormente caso as autoridades já tivessem conhecimento de sua suposta atuação criminosa.
A fotografia confirma que Haddad e Alessandra estiveram no mesmo evento. Isso, por si só, não demonstra que o então ministro soubesse das acusações posteriormente feitas contra ela nem comprova qualquer envolvimento de Haddad com as atividades criminosas investigadas.







