O lançamento do programa Brasil por Elas, apresentado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), tem gerado críticas de parte de eleitores que se identificam como conservadores e de direita. Nas redes sociais, alguns afirmam estar decepcionados com o foco dado a políticas voltadas exclusivamente às mulheres e dizem que, caso essa linha seja mantida, não pretendem votar nem em Luiz Inácio Lula da Silva nem em Flávio Bolsonaro, optando por anular o voto ou votar em branco.
Entre as propostas anunciadas por Flávio estão a criação da assistente virtual MarIA, voltada ao atendimento de mulheres, ampliação do acesso à internet para milhões de mulheres, auxílio para abertura de MEI, marcação de exames, indicação de creches, acesso a microcrédito para empreendedoras, vouchers para creches privadas e uma plataforma denominada Central da Mulher, destinada a reunir serviços de proteção e oportunidades para o público feminino.
Nas redes sociais, alguns críticos afirmam que homens também enfrentam problemas que, segundo eles, carecem de políticas públicas específicas, como casos de falsas acusações, disputas relacionadas à guarda dos filhos, saúde mental masculina e altas taxas de suicídio entre homens. Esses usuários defendem que um eventual programa de governo deveria contemplar ambos os sexos, e não apenas iniciativas direcionadas às mulheres.
As críticas surgem em um momento em que pesquisas de intenção de voto têm mostrado vantagem de Lula em diferentes cenários para a eleição presidencial de 2026. O programa Brasil por Elas foi apresentado pela equipe de Flávio como uma estratégia para ampliar o diálogo com o eleitorado feminino e reunir propostas voltadas à proteção, empreendedorismo e autonomia das mulheres.







