O ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL) Gabriel Costenaro fez duras acusações contra antigos aliados ao comentar a estratégia eleitoral do Partido Missão, legenda ligada a nomes como Kim Kataguiri e Renan Santos.
Durante participação no programa ALive, apresentado pelo jornalista Claudio Dantas, Costenaro afirmou que existiria um suposto acordo nos bastidores entre integrantes ligados a Kim Kataguiri e o PT para concentrar ataques contra Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência.
“A galera do Kim fez um acordo com o PT para que o Renan bata o máximo no Flávio e tente queimá-lo publicamente”, declarou o ex-MBL.
Segundo Costenaro, a estratégia teria como objetivo desgastar Flávio eleitoralmente e, ao mesmo tempo, aumentar a projeção de Renan Santos, candidato do Missão à Presidência. Ele também acusou seus antigos colegas de apresentarem ao público um discurso diferente daquele praticado internamente.
As declarações surgem em um momento de forte disputa dentro do campo político que se apresenta como alternativa ao PT. Renan Santos tem feito críticas frequentes tanto ao governo Lula quanto ao bolsonarismo e tenta apresentar sua candidatura como uma terceira opção na eleição presidencial.
Costenaro também comentou a recente polêmica envolvendo a filiação de Flávio Bolsonaro ao Partido Missão. O episódio chegou ao Tribunal Superior Eleitoral, que informou que a inclusão não ocorreu por invasão ao sistema da Justiça Eleitoral, mas pelo uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais da legenda. O caso passou a ser investigado.
O Partido Missão, por sua vez, afirma ter sido vítima de uma tentativa fraudulenta de filiação e nega interesse em ter Flávio Bolsonaro em seus quadros.
Até o momento, a afirmação de Costenaro sobre um suposto acordo entre integrantes ligados a Kim Kataguiri e o PT representa uma acusação feita pelo ex-integrante do MBL. Não foram apresentadas publicamente provas que confirmem a existência desse acordo.
A declaração, porém, acrescenta mais um capítulo à disputa entre o grupo de Renan Santos e o bolsonarismo, que vem se intensificando à medida que a campanha presidencial de 2026 avança.






