Os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros, alegando que o Brasil não proíbe nem combate de forma efetiva a entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado. A medida foi determinada pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) e substitui a tarifa global temporária de 10% em vigor desde fevereiro de 2026.
Segundo o governo americano, o Brasil foi incluído entre os países que não aplicam de maneira eficaz restrições à importação de produtos fabricados com trabalho forçado. A decisão faz parte de uma investigação comercial conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.
O governo brasileiro contestou a conclusão, afirmando que o país possui legislação, mecanismos de fiscalização e compromissos internacionais voltados ao combate ao trabalho forçado. O Itamaraty também informou que poderá recorrer às medidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica para responder às novas tarifas.
Com a nova cobrança somada à tarifa adicional de 25% anunciada anteriormente sobre parte das exportações brasileiras, determinados produtos poderão enfrentar uma taxação adicional total de até 37,5% para entrar no mercado americano.







