Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (8) um plano de US$ 1 bilhão em assistência de segurança à Colômbia, no momento em que o novo presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, inicia uma política mais dura contra o narcotráfico e organizações criminosas. O anúncio foi feito durante a posse do novo governo e representa uma reaproximação entre Bogotá e Washington.
De la Espriella assumiu a Presidência prometendo abandonar a estratégia de negociações com grupos armados adotada durante o governo de Gustavo Petro. Entre seus planos estão o reforço das operações de segurança e a construção de megaprissões inspiradas no modelo adotado pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
Bukele tornou-se uma das principais referências regionais para políticos que defendem políticas mais rígidas de segurança pública. A aproximação de seu modelo com as propostas do novo governo colombiano reforça uma mudança política mais ampla observada em diferentes países latino-americanos.
Enquanto Colômbia e Estados Unidos anunciam uma nova parceria bilionária, o Brasil não faz parte desse acordo específico. A afirmação de que o país teria entrado no “esquecimento mundial”, porém, é uma avaliação política, e não um fato demonstrado pelo anúncio americano.
O movimento mostra, de todo modo, uma reorganização das alianças de Washington na América Latina. A Colômbia, depois de anos de atritos entre Gustavo Petro e os Estados Unidos, volta a ocupar posição de destaque na estratégia americana de combate ao narcotráfico e ao crime organizado.







