Um estudo científico conduzido por pesquisadores da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, concluiu que um grupo muito pequeno de pessoas concentra a maior parte das condenações por crimes violentos. Segundo a pesquisa, cerca de 1% da população foi responsável por 63,2% de todas as condenações por crimes violentos registradas no período analisado.
A pesquisa acompanhou aproximadamente 2,4 milhões de pessoas nascidas entre 1958 e 1980, utilizando registros criminais e populacionais suecos. Os pesquisadores identificaram que apenas 3,9% da população havia sido condenada ao menos uma vez por crime violento, mas um grupo de reincidentes, equivalente a cerca de 1% da população total, concentrou a maioria das condenações.
De acordo com o estudo, os chamados infratores persistentes eram predominantemente homens e apresentavam características em comum, como início precoce na criminalidade, maior incidência de abuso de substâncias, transtornos de personalidade e histórico de outros delitos não violentos.
Os autores afirmam que os resultados podem auxiliar no desenvolvimento de políticas de prevenção mais direcionadas e de estratégias voltadas à redução da reincidência criminal. O estudo destaca que compreender a concentração da violência em um grupo reduzido de infratores pode contribuir para ações mais eficientes de segurança pública e de intervenção social.
Fontes: Estudo publicado no periódico Psychological Medicine e divulgado pela Universidade de Gotemburgo, na Suécia.



