A mobilização digital organizada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) para apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tornou-se alvo de críticas. Em texto atribuído ao jornal O Estado de S. Paulo (Estadão), apoiadores petistas são comparados a um “gado” que segue as orientações do parlamentar, apesar das controvérsias envolvendo seu nome.
No sábado (17), Janones convocou apoiadores de Lula a publicarem fotografias usando camisetas amarelas da Seleção Brasileira e fazendo o gesto de “L” com as mãos. A iniciativa foi divulgada pelo grupo “Exército do Lula”, criado para organizar ações nas redes sociais durante a campanha presidencial.
A estratégia buscava associar a campanha de Lula às cores verde e amarela, frequentemente utilizadas em manifestações de apoiadores de Jair e Flávio Bolsonaro. A convocação ganhou repercussão e provocou debates sobre a atuação do deputado na comunicação política do presidente.
As críticas também resgatam o envolvimento de Janones no caso conhecido como “rachadinha”. O parlamentar firmou um acordo de não persecução penal, homologado pelo Supremo Tribunal Federal, comprometendo-se a devolver R$ 157,8 mil. O acordo não equivale a uma condenação criminal.
Outro episódio citado envolve denúncias feitas por sua ex-companheira, Leandra Guedes, que relatou supostas ameaças e episódios de violência psicológica durante o relacionamento. Ela obteve uma medida protetiva na Justiça. Janones negou as acusações, e a concessão da medida não representa uma condenação.
A combinação entre a mobilização comandada pelo parlamentar e as acusações envolvendo seu histórico alimentou questionamentos sobre a coerência de setores da militância que defendem o combate à corrupção e à violência contra as mulheres.
O episódio evidencia como a campanha presidencial de 2026 também se tornou uma disputa por símbolos, narrativas e mobilização digital, com André Janones novamente ocupando posição de destaque na estratégia de comunicação de Lula.







