Em entrevista recente ao podcast Podpah, a deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP) gerou forte repercussão ao abordar o papel social das profissionais do sexo no Brasil. Durante a conversa com os apresentadores Igão e Mítico, a parlamentar defendeu a regulamentação e a valorização da categoria, argumentando que essas trabalhadoras desempenham uma função de amortecimento de tensões sexuais e emocionais que, segundo ela, contribui para preservar muitos relacionamentos conjugais.
Segundo Érika, a atuação dessas profissionais evita que conflitos e insatisfações dentro dos lares culminem no fim de relacionamentos. Para a deputada, o trabalho prestado por elas — oferecendo um espaço onde muitos homens encontram uma válvula de escape para aliviar tensões — contribuiria para que inúmeras famílias permanecessem unidas.
“Se não fossem essas profissionais, várias famílias já teriam acabado. Muitos homens aliviam suas tensões ali para conseguir manter o casamento e a rotina dentro de casa”, afirmou a deputada durante o programa.
A fala da parlamentar se insere em um debate mais amplo que ela defende no Congresso Nacional: a garantia de direitos trabalhistas, segurança e cidadania para as profissionais do sexo. No Brasil, a prostituição não é crime, mas a ausência de regulamentação da atividade faz com que muitas trabalhadoras permaneçam em situação de vulnerabilidade social, sujeitas à violência, à exploração e à falta de proteção legal.
Érika Hilton destacou que o estigma moral em torno da prostituição impede que a sociedade reconheça a dimensão econômica e social da atividade. A declaração dividiu opiniões nas redes sociais, reacendendo o debate entre apoiadores, que defendem a regulamentação sob a ótica dos direitos humanos e trabalhistas, e críticos, que contestam a visão apresentada sobre a dinâmica familiar.







