A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) acusou seu próprio partido de descumprir um acordo interno relacionado à distribuição dos recursos do fundo eleitoral para as eleições de 2026.
Em uma publicação nas redes sociais, a parlamentar afirmou estar decepcionada com a direção do PSOL e disse que a legenda estaria desmontando uma política que, segundo ela, garantia uma divisão mais equilibrada dos recursos, com critérios voltados para mulheres, pessoas negras, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência.
Erika também criticou a previsão de repasses a outros nomes da legenda, afirmando que candidaturas estreantes e figuras ligadas à direção partidária estariam recebendo tratamento privilegiado. Segundo a deputada, a decisão ignora acordos firmados anteriormente e desconsidera critérios políticos que, em sua avaliação, ajudaram a fortalecer o partido nos últimos anos.
As críticas receberam apoio de outros integrantes do PSOL, entre eles os parlamentares Carlos Giannazi, Renata Souza e o vereador carioca Rick Azevedo, que também questionaram os critérios adotados para a distribuição do fundo eleitoral.
Em resposta, o PSOL afirmou que a divisão dos recursos está em conformidade com os objetivos eleitorais da legenda e negou ter abandonado políticas de incentivo a candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIA+ e pessoas com deficiência.
O episódio expôs uma disputa pública dentro do próprio PSOL e reacendeu o debate sobre os critérios de distribuição do fundo eleitoral, um tema que frequentemente gera controvérsias entre os partidos políticos durante os períodos de campanha.







