A partida da comitiva dos EUA de Pequim, em 15 de maio, culminou em um episódio que remete à Guerra Fria tecnológica. Conforme reportado por Emily Goodin, da New York Post, assessores da Casa Branca e integrantes da equipe de Donald Trump descartaram todos os itens recebidos das autoridades chinesas antes de embarcarem no Air Force One.
Crachás, brindes, broches comemorativos, documentos oficiais e até os telefones temporários utilizados foram jogados em uma lixeira, sob a escada da aeronave. A instrução do governo americano era taxativa: “Nada vindo da China entra no avião.”
Essa atitude demonstra o alto nível de precaução contra espionagem eletrônica e infiltração tecnológica durante a cúpula entre EUA e China. Membros da delegação deixaram seus celulares pessoais nos Estados Unidos, usando apenas “burner phones” – aparelhos descartáveis e limpos, projetados para evitar vazamentos e rastreamento. Os dispositivos pessoais ficaram guardados em bolsas Faraday no Air Force One, que bloqueiam sinais de comunicação, um protocolo padrão para viagens a locais com alto risco de vigilância eletrônica.
Essa tensão subjacente revela que, apesar dos encontros diplomáticos, Washington ainda vê Pequim como a principal ameaça global em inteligência, tecnologia e espionagem estratégica. A maior potência militar do mundo participou de um evento diplomático crucial sem confiar sequer em um crachá oferecido pelos anfitriões chineses, o que é bastante significativo.







