O empresário Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e cofundador da G4 Educação, afirmou que foi processado pelo Ministério Público após autorizar a realização de encontros de oração dentro de sua empresa.
A declaração foi feita durante sua participação no programa Pensando o Brasil. Segundo Gomes, funcionários evangélicos solicitaram autorização para organizar uma célula cristã semanal no ambiente de trabalho, com orações, louvores e conversas sobre a Bíblia.
O empresário declarou que permitiu os encontros por entender que os trabalhadores tinham liberdade para praticar sua fé. De acordo com seu relato, porém, a iniciativa acabou sendo questionada pelo Ministério Público.
“Eu fui processado pelo Ministério Público porque tinha uma célula dentro da minha empresa”, afirmou Tallis Gomes ao comentar o episódio. Ele também disse que as reuniões teriam sido organizadas pelos próprios funcionários, e não impostas pela direção da empresa.
O caso está relacionado a inquéritos abertos pelo Ministério Público do Trabalho para investigar diferentes denúncias envolvendo a G4 Educação. Entre os pontos mencionados estavam as condições de trabalho, declarações feitas por Gomes sobre o perfil político dos profissionais contratados e alegações de que funcionários seriam obrigados a participar de grupos de oração.
Tallis Gomes contesta essa versão e sustenta que a participação nas atividades religiosas era voluntária. Para o empresário, a atuação do Ministério Público representaria uma interferência indevida na liberdade dos funcionários e da própria companhia.
Até o momento, as informações públicas apontam para a abertura de investigações pelo Ministério Público do Trabalho. Não foi localizada uma decisão judicial definitiva proibindo a realização de orações voluntárias dentro da empresa.
O episódio provocou repercussão nas redes sociais, especialmente entre cristãos e defensores da liberdade religiosa, que questionaram a possibilidade de uma empresa ser investigada por autorizar encontros religiosos organizados por seus próprios trabalhadores.
Fontes: Brasil Paralelo; Jota; Ministério Público do Trabalho; The Investor; Metrópoles.







