O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início oficialmente à campanha pela reeleição neste domingo (16), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, escolhendo um dos locais mais simbólicos de sua trajetória política para realizar seu primeiro grande ato eleitoral.
No Estádio 1º de Maio, antiga Vila Euclides e palco das históricas mobilizações dos metalúrgicos do final da década de 1970, Lula resgatou suas origens sindicais e voltou a se apresentar como “peão”. O petista busca conquistar um quarto mandato como presidente da República.
Durante um discurso de pouco mais de 30 minutos, Lula misturou referências à própria história com promessas para um eventual novo governo. Um dos principais assuntos foi a segurança pública. O presidente voltou a defender a criação do Ministério da Segurança Pública caso a PEC da área seja aprovada pelo Congresso.
Ao abordar a atuação das organizações criminosas nas periferias, Lula afirmou que pretende ampliar a participação do governo federal no enfrentamento às facções e falou em “libertar” moradores de favelas e bairros pobres do domínio de criminosos.
O presidente também direcionou parte de sua fala às mulheres e aos jovens, segmentos considerados estratégicos pela campanha. A presença feminina ganhou destaque no evento, que contou ainda com participação da primeira-dama Janja e de lideranças políticas aliadas.
Referências religiosas também apareceram no ato. A campanha buscou dialogar com o eleitorado cristão, enquanto Lula reforçou elementos de sua história pessoal e de sua origem humilde.
Outro ponto explorado foi a memória dos antigos governos petistas. Lula citou realizações de seus mandatos anteriores e pediu à militância que compare os resultados de suas administrações com os do governo de Jair Bolsonaro.
Com o slogan “O Brasil pronto para mais” e o lema “Onde tudo começou”, a campanha aposta na trajetória pessoal e política de Lula para tentar reconectar o presidente principalmente aos trabalhadores, mulheres e jovens, ao mesmo tempo em que prepara a apresentação de novas propostas para a disputa presidencial.






