Menos de 48 horas após tomar posse como presidente do Peru, Keiko Fujimori anunciou um pacote de medidas voltadas ao combate ao crime organizado. Entre as primeiras ações do novo governo está a ampliação do emprego das Forças Armadas em regiões sob estado de emergência para reforçar o trabalho da Polícia Nacional no enfrentamento ao narcotráfico, à extorsão, à mineração ilegal e às organizações criminosas.
Durante o discurso de posse e nos primeiros atos do governo, Fujimori afirmou que a segurança pública será uma das prioridades de sua administração. Ela prometeu construir presídios de segurança máxima, endurecer a legislação penal para determinados crimes e ampliar a cooperação entre militares e policiais em áreas consideradas mais críticas. A presidente também declarou que pretende adotar uma política de combate ao crime inspirada em modelos de maior rigor aplicados em outros países da região.
O Peru já vinha mantendo estados de emergência em diversas regiões afetadas pela criminalidade. Com a nova gestão, o governo anunciou a ampliação da atuação das Forças Armadas nessas áreas, enquanto a Polícia Nacional continua responsável pelo controle da ordem pública, com apoio militar nas operações de segurança.
As medidas provocaram reações distintas. Apoiadores defendem que uma resposta mais firme é necessária diante do avanço das facções e do narcotráfico. Já críticos alertam para possíveis impactos sobre direitos e garantias individuais e afirmam que será necessário acompanhar a implementação das medidas para avaliar seus resultados.







