O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu convocar o embaixador brasileiro na Argentina, Júlio Bitelli, para consultas em Brasília, após as fortes declarações do presidente argentino Javier Milei durante a convenção nacional do PL, realizada neste sábado (25), em São Paulo. A medida é considerada um dos principais instrumentos diplomáticos para demonstrar descontentamento entre países.
Durante o evento, Milei fez duras críticas ao presidente brasileiro, chamando Lula de “presidiário” e classificando o governo brasileiro como formado por “socialistas ladrões”. O presidente argentino também atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, a quem chamou de “lixo careca”, além de declarar apoio à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
Em resposta, o Itamaraty determinou o retorno temporário do embaixador para consultas com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Na prática diplomática, esse tipo de convocação não representa rompimento das relações entre os países, mas sinaliza forte insatisfação com as declarações da outra parte.
Nas redes sociais, a reação do governo brasileiro gerou grande repercussão. Muitos internautas ironizaram a medida, afirmando que as autoridades argentinas estariam “cagando” para a resposta diplomática do Brasil e que Milei dificilmente mudará seu posicionamento em relação ao governo Lula. Outros, por sua vez, defenderam a atitude do Itamaraty, argumentando que o governo brasileiro precisava responder oficialmente às declarações feitas pelo presidente argentino.
Até o momento, o governo argentino não anunciou qualquer mudança de posição em relação às falas de Javier Milei, e a tensão diplomática entre os dois países continua elevada.







