Durante uma entrevista de rua, um jovem que se apresenta como estudante da Universidade de São Paulo (USP) declarou ser favorável ao fim das bets no Brasil. Ao explicar sua posição, ele afirmou que considera as apostas prejudiciais por causa do potencial de dependência.
“É algo que vicia, faz mal às pessoas, então tem que proibir, sim”, afirmou o estudante durante a conversa.
A declaração ocorre após o governo federal publicar, em 25 de setembro, uma Medida Provisória que determina o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no país. A justificativa apresentada pelo governo envolve, entre outros pontos, o endividamento e os problemas relacionados ao vício em apostas.
Segundo dados divulgados pelo governo, as famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões em apostas em 2025. A Agência Brasil também relata aumento da procura por atendimento relacionado a problemas com jogos e apostas.
A medida, porém, também repercute no futebol brasileiro, já que diversos clubes possuem ou possuíam contratos de patrocínio com empresas do setor. A discussão passou a envolver não apenas os impactos financeiros, mas também os possíveis efeitos das apostas sobre a saúde e o endividamento dos usuários.






